Movimentos Sociais x Redes

Graças a outro compartilhamento no facebook, tive acesso a uma entrevista (confira aqui) do sociólogo Manuel Castells. De tudo que li e dentre as várias pipocadas que meu cérebro deu… dois trechos em especial chamaram minha atenção:

1) “Não sabia que a mensagem só é eficaz se o destinatário estiver disposto a recebê-la e se for possível identificar o mensageiro e ele for de confiança”

O primeiro ponto me trouxe uma análise que engloba muitas questões de importância pra mim. E digo isso por que eu corriqueiramente nado contra a maré: sou vegetariana, espiritualista, rpgista, procuro me envolver com causos e causas.

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O que aprendi é que se você quer contar, expor e repassar alguma informação o primeiro passo é encontrar alguém que esteja aberto a isso. Não adianta enviar o vídeo do Luiz Antônio se a pessoa não tem interesse em receber. E nos dias de hoje onde “todos” são donos da verdade absoluta e se fazem malabarismos virtuais para descolar uma curtida é bastante improvável encontrar muitas pessoas assim. Também creio que o facebook, entre outras redes sociais, desempenha o papel entorpecedor de mentes: quando a pessoa conecta, ela está no momento de lazer e só isso.

Depois de alcançar o primeiro milagre você precisa convencer o ouvinte/leitor que a sua identidade lhe favorece. Outra tarefa hercúlea, pois nós mesmos temos dificuldade em identificar quem somos e sem formação universitária capaz de fazer o LinkedIn travar então…

Por último e não menos importante: o quesito confiança.
Só parece possível se você tiver um QI ou tradição, que a princípio deve se aplicar especificamente a veículos de comunicação, afinal, blogueiro não é jornalista.

2) “A internet é uma condição necessária mas não suficiente para que existam movimentos sociais.”

Só reafirmando o que já sabemos: não basta se indignar contra criminosos e suas atrocidades, políticos e seus asseclas, empresas desonestas e suas falcatruas e tantos outros modelos de corrupção e desonestidade.

Você tem que entender, analisar, estudar (muito!) e dedicar-se profundamente para que sua revolta seja algo além de mais um murmúrio.

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Encerro este post com um “quê derrotista” sem na realidade realmente querê-lo.

A matéria da Folha de S.Paulo só aumentou meu desejo de continuar firme em meus blogs, pois, sei que embora a visibilidade e credibilidade deles sejam irrisórias, meu propósito de me comunicar é muito maior do que os motivos para não fazê-lo.

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