Roupa velha, Velha companheira!

Atualmente consumimos mais do que realmente precisamos para sobreviver. Não chegamos a ser acumuladores na maior parte das vezes, mas temos muitas opções – especialmente no vestir.

Há pouco estava colocando algumas roupas no tanquinho e reencontrei uma antiga amiga: uma camisola surrada, esburacada e tão maciaaaa (<3) e depois de tanto tempo juntas parei pra pensar: “Há quanto tempo ela está comigo?”

Fiz as contas. São 15 anos!!!

Ela foi adquirida em 1998 com uma finalidade e propósito distinto: cobrir minhas vergonhas para um pós operatório – onde retirei um tumor que havia danificado um ovário e meio do meu sistema reprodutor – e evitar que eu levasse uma daquelas roupas velhas e batidas que a gente usa pra dormir ainda na casa dos pais, sabe?

Me lembro do dia e da loja onde a escolhi, lá no “Calçadão” do centro da cidade. Minha mãe estava comigo e queria algo mais bonitinho, eu optei por um modelo pouco acima dos joelhos e com manga longa. A estampa? Casper! Isso, O Fantasminha Camarada.

 

Gasparzinho, O Fantasminha Camarada

 

É engraçado parar para pensar que uma roupa comprada de ultima hora, pra um fim nada animador (diagnóstico e cirurgia emergenciais me levaram a pensar no pior) está comigo até hoje!

No final das contas cá estamos nós. Ela que por estar no seu momento “limpeza” não pode estrelar o post, e eu que não consigo me lembrar de uma peça mais enigmática e marcante de todo meu guarda-roupas.

Obrigada Velha Companheira!

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