Castelo Rá-Tim-Bum ganha megaexposição no MIS em 2014

Castelo Rá-Tim-Bum ganha megaexposição no MIS em 2014

Uma conhecida foi certa vez, ela é do meio teatral e disse que é um dos melhores passeios que se pode realizar. Quero ir, muito mesmo. =)

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Terça Cultural

Começo esse artigo ouvindo aquele que representa o ponto alto da minha curiosidade e reviravolta nessa semana.
Já ouvi tantos aspectos negativos sobre ele que hoje só posso afirmar algo: engoli um preconceito, assistirei um filme que não leva lá muito a minha cara e de quebra me permiti respeitar um desconhecido sem correr qualquer risco de endeusá-lo. Por mais que belo e digno que me pareça nessa foto:

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Ontem meu cunhado e eu tivemos um dia cultural. Aceitei facilmente revisitar o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca e finalmente (!) conhecer o MASP. Faltou apenas ir ao (ainda inédito para nós) Memorial da Resistência de São Paulo, graças ao pouco tempo que tínhamos para fugir das chuvas ou terminarmos presos em qualquer alagamento.

É sobre isso que este post trata: a nossa aventura através da arte que atravessou séculos para nos encontrar! Vem comigo!

Museu da Língua Portuguesa

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Um edifício anexo a estação, próximo a saída da CPTM, abriga o Museu e seus três andares de exposição, conhecimento, jogos e entretenimento. Tendo resistido até mesmo a um incêndio há várias décadas, ele passou por reformas e restaurações, conta com elevadores e equipe de guias muito prestativos e simpáticos. Deve ser visitado por todas as idades, especialmente  a Melhor delas, que inclusive tinha um grupo representando a emoção e divertimento ao cantar uma bossa e reconhecer um verso.

No primeiro andar estão disponíveis jogos e um verdadeiro aparato de tecnologia apoiado com exposições relacionadas ao nascimento da língua, suas “linguasirmãs”, a evolução da comunicação e mesclagem que embalou nosso “idiomaterno” tão peculiar.

No segundo está a Exposição Temporária “Cazuza Mostra Sua Cara” onde estão expostos retratos que levam trechos de frases e poemas do músico. Depois seguimos para corredores que exibem vídeos com análises, entrevistas (com diversas personalidades do meio, antropologos, filósofos, doutores…) e linha do tempo do Cazuza ressaltando a história e movimentos sociais do país e do mundo. Não posso esquecer de comentar o quanto toda exposição foi feita a despertar os sentidos, nos colocando a caminhar por desníveis leves, por entre cortinas fatiadas, no escuro e até mesmo atendendo um telefone cujo ilustre “desconhecido” grita com inegável euforia. Destaque para os pertences do músico poeta que estão lá, com fios de cabelo dele e tudo.

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Já o terceiro andar, do auditório,  exibe em horários fixos um vídeo narrado pela voz perfeita da Fernanda Montenegro. Difícil acompanhar sem perceber quanto prazer existe numa língua quando nos damos o luxo de prestar atenção, sem fazer nada mais. Ao final do vídeo, somos conduzidos para um local amplo e uma das melhores experiências do MLP começa: no escuro vivenciamos o “planetário das letras”. Sem mais detalhes para não citar nenhuma das belezas escondidas ali.

No saguão está parte da 40ª. Exposição do Salão do Humor de Piracicaba  e onde também existem poemas, versos e obras nas paredes do corredor à direita.

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Pinacoteca

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O passeio logo do outro lado da rua. A arquitetura da Pinacoteca tem ares europeus e suas instalações são de uma beleza impecável, levando qualquer pessoa comum a se ater aos mínimos detalhes durante as primeiras visitas (eu ainda tenho o deslumbramento!). Também possui um grupo de profissionais mega educados e bastante prestativos. Fica ao lado do Jardim da Luz que por si só já é um passeio válido para qualquer um que aprecie a natureza e bons cuidados por parte do homem. O prédio que nasceu em 1873 como Museu de São Paulo jamais ganhou o revestimento ou a cúpula previstos, se tornou ginásio, liceu e só ganhou o título de Pinacoteca a partir de 1905.

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E agora começa o meu tormento: não sei descrever exatamente o quê, onde ou por quê. Acreditem! Sou mulher e não me esforço muito para lutar contra a falta de noção espacial que me acomete desde sempre. Acho importante relatar que o prédio possui três pavimentos e acesso a portadores de necessidades especiais, mas se você não precisar ande pelas escadas que são grandes, cansativas e nem por isso menos espetaculares.

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Na Pinacoteca encontramos pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, objetos de arte decorativa, móveis, esboços e tantas outras formas de arte que impressiona. Outro ponto que achei muito favorável é a interação que o núcleo realiza com os visitantes, permitindo que possamos opinar livremente através de escritos, gravando mensagem de áudio e incentiva a visitação a cursos, palestras e ainda oferece programas de apoio a arte. Também possui visitas monitoradas que encantarão baixinhos de todas as idades desfazendo qualquer impressão de que a arte se restringe ao caderno espiral ou uma folha A4.

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MASP

É… foi a minha primeira vez no MASP, acredita? E infelizmente não foi tão bom quanto eu pensei que seria. E mesmo tendo feito uma pausa deliciosa num fastfood, meu humor se alterou quando começou uma polêmica por conta do meu guarda-chuva. Ele não poderia ficar registrado na chapelaria (as etiquetas acabaram!) e tampouco circular comigo enquanto caminhava pelas dependências. Até entendo que eles não são obrigados a acreditar que não tenho motivos bater ou arranhar qualquer obra com ele, mas TODOS (sim, sem exceção) os funcionários foram tão grosseiros e antipáticos como poucas vezes vi. E uma nuvem negra e trovejante pairou acima da minha cabeça desprotegida: ano passado perdi três guarda-chuvas e não conseguia esquecer durante a exposição que o meu estava jogado numa escada caracol e que qualquer um poderia levá-lo se assim o quisesse (*).

Apesar do meu drama particular, como era de se esperar, não fiquei insensível diante de obras com mais de 500 anos, trabalhos famosos em várias mídias e de pintores altamente renomados como o Rafael. E tudo isso isso estava há menos de um metro de distância dos meus olhos! É impossível observar algumas delas e conceber como dentro de um período inferior a um ano conseguiram reproduzir elementos humanos, naturais, míticos e religiosos com tamanha nitidez e riqueza.

É claro que numa das sessões eu já estava afetada e pouco fiz além de traçar uma linha reta e andar, mas foi lá também que conheci a estátua de Diana (cuja réplica em miniatura já povoa minha mente) e os dois guerreiros chineses (ahhh que armaduras espetaculares!) que foram moldados e nasceram sob o olhar perfeito e talentoso que apenas mãos capazes de grandes feitos são capazes de realizar.

Aqui estão fotos e impressões minhas, por isso acho importante citar que os detalhes mais interessantes e dignos de admiração que chamariam a SUA atenção te aguardam lá, nesses e em tantos outros lugares onde só precisa levar uma única coisa: o olhar.

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Espero voltar lá com mais tempo, e de preferência tendo o convite e a companhia inesquecível do amado Matheus Stoppa, tão dedicado, empolgado, doce e inteligente que quase dá nojo. =)

Sobre dias, horários e valores:
1) Cada um dos sites linkados no começo do post contém informações para esclarecimentos;
2) Em 14 de Janeiro de 2014, pagamos apenas a visita a Pinacoteca;
3) É aconselhável reservar o dia inteiro para ir em cada um dos ambientes, pra evitar o corre corre que sempre prejudica o aproveitamento do passeio;
4) Lembrando que no MASP você não pode tirar foto nem pelo celular!

(*) Nota de esclarecimento:
Preciso informar que não se trata de mesquinharia minha pois ele custou mais de 20 reais (maior que o valor da entrada normal para o MASP!) já que daqueles paraguaios que quebram ao abrir eu realmente já estou farta.
>.<“

I Jornada Cultural – Santo André/SP (Confira agenda clicando na imagem)

                                                                        Um final de semana … Continuar lendo

41º Salão de Arte Contemporânea “Luiz Sacilotto” (Santo André/SP)

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Até 29 de Junho está em exibição o 41º. Salão de Arte Contemporânea “Luiz Sacilotto”, no município de Santo André. Embora o acesso não seja dos mais favoráveis, o local é velho conhecido de quem transita pela PMSA, indo ao fórum, câmara, teatro ou biblioteca.

Para tal evento se encontram expostos trabalhos selecionados por  uma comissão julgadora composta por Agda Carvalho, Daniel Caballero e Nancy Betts, onde foram divididas nas categorias de pintura, desenho, fotografia, performance e vídeo.

Após ter conhecido em 30/04/13 (ontem), recomendo a visita para quem busca inspiração, prestigiar o espaço público andreense ou mesmo se surpreender com um ou outro trabalho mais “arrojado e fora do convencional”.

Particularmente senti um ar de “dureza” em boa parte dos itens expostos, entretanto, aquele tipo de “arte clássica” que admiro, ou seja, mais a moda antiga (por falta de uma definição melhor) também pontuou no placar.

Seguem algumas imagens que capturei por terem me agradado bastante.

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(Wesley Lopes, “Carta” – Pintura)

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(Ana Lucia Mariz, “Paisagem Águas Claras” – Fotografia)

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(Vitor Mizael, “Sem Nome”, Acrílica Sobre Tela)

Ainda havia mostra de grafites no corredor que conduz para a bilheteria e entrada do teatro.

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“A cultura está acima da diferença da condição social”
(Confúcio)