Roupa velha, Velha companheira!

Atualmente consumimos mais do que realmente precisamos para sobreviver. Não chegamos a ser acumuladores na maior parte das vezes, mas temos muitas opções – especialmente no vestir.

Há pouco estava colocando algumas roupas no tanquinho e reencontrei uma antiga amiga: uma camisola surrada, esburacada e tão maciaaaa (<3) e depois de tanto tempo juntas parei pra pensar: “Há quanto tempo ela está comigo?”

Fiz as contas. São 15 anos!!!

Ela foi adquirida em 1998 com uma finalidade e propósito distinto: cobrir minhas vergonhas para um pós operatório – onde retirei um tumor que havia danificado um ovário e meio do meu sistema reprodutor – e evitar que eu levasse uma daquelas roupas velhas e batidas que a gente usa pra dormir ainda na casa dos pais, sabe?

Me lembro do dia e da loja onde a escolhi, lá no “Calçadão” do centro da cidade. Minha mãe estava comigo e queria algo mais bonitinho, eu optei por um modelo pouco acima dos joelhos e com manga longa. A estampa? Casper! Isso, O Fantasminha Camarada.

 

Gasparzinho, O Fantasminha Camarada

 

É engraçado parar para pensar que uma roupa comprada de ultima hora, pra um fim nada animador (diagnóstico e cirurgia emergenciais me levaram a pensar no pior) está comigo até hoje!

No final das contas cá estamos nós. Ela que por estar no seu momento “limpeza” não pode estrelar o post, e eu que não consigo me lembrar de uma peça mais enigmática e marcante de todo meu guarda-roupas.

Obrigada Velha Companheira!

Terça Cultural

Começo esse artigo ouvindo aquele que representa o ponto alto da minha curiosidade e reviravolta nessa semana.
Já ouvi tantos aspectos negativos sobre ele que hoje só posso afirmar algo: engoli um preconceito, assistirei um filme que não leva lá muito a minha cara e de quebra me permiti respeitar um desconhecido sem correr qualquer risco de endeusá-lo. Por mais que belo e digno que me pareça nessa foto:

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Ontem meu cunhado e eu tivemos um dia cultural. Aceitei facilmente revisitar o Museu da Língua Portuguesa, a Pinacoteca e finalmente (!) conhecer o MASP. Faltou apenas ir ao (ainda inédito para nós) Memorial da Resistência de São Paulo, graças ao pouco tempo que tínhamos para fugir das chuvas ou terminarmos presos em qualquer alagamento.

É sobre isso que este post trata: a nossa aventura através da arte que atravessou séculos para nos encontrar! Vem comigo!

Museu da Língua Portuguesa

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Um edifício anexo a estação, próximo a saída da CPTM, abriga o Museu e seus três andares de exposição, conhecimento, jogos e entretenimento. Tendo resistido até mesmo a um incêndio há várias décadas, ele passou por reformas e restaurações, conta com elevadores e equipe de guias muito prestativos e simpáticos. Deve ser visitado por todas as idades, especialmente  a Melhor delas, que inclusive tinha um grupo representando a emoção e divertimento ao cantar uma bossa e reconhecer um verso.

No primeiro andar estão disponíveis jogos e um verdadeiro aparato de tecnologia apoiado com exposições relacionadas ao nascimento da língua, suas “linguasirmãs”, a evolução da comunicação e mesclagem que embalou nosso “idiomaterno” tão peculiar.

No segundo está a Exposição Temporária “Cazuza Mostra Sua Cara” onde estão expostos retratos que levam trechos de frases e poemas do músico. Depois seguimos para corredores que exibem vídeos com análises, entrevistas (com diversas personalidades do meio, antropologos, filósofos, doutores…) e linha do tempo do Cazuza ressaltando a história e movimentos sociais do país e do mundo. Não posso esquecer de comentar o quanto toda exposição foi feita a despertar os sentidos, nos colocando a caminhar por desníveis leves, por entre cortinas fatiadas, no escuro e até mesmo atendendo um telefone cujo ilustre “desconhecido” grita com inegável euforia. Destaque para os pertences do músico poeta que estão lá, com fios de cabelo dele e tudo.

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Já o terceiro andar, do auditório,  exibe em horários fixos um vídeo narrado pela voz perfeita da Fernanda Montenegro. Difícil acompanhar sem perceber quanto prazer existe numa língua quando nos damos o luxo de prestar atenção, sem fazer nada mais. Ao final do vídeo, somos conduzidos para um local amplo e uma das melhores experiências do MLP começa: no escuro vivenciamos o “planetário das letras”. Sem mais detalhes para não citar nenhuma das belezas escondidas ali.

No saguão está parte da 40ª. Exposição do Salão do Humor de Piracicaba  e onde também existem poemas, versos e obras nas paredes do corredor à direita.

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Pinacoteca

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O passeio logo do outro lado da rua. A arquitetura da Pinacoteca tem ares europeus e suas instalações são de uma beleza impecável, levando qualquer pessoa comum a se ater aos mínimos detalhes durante as primeiras visitas (eu ainda tenho o deslumbramento!). Também possui um grupo de profissionais mega educados e bastante prestativos. Fica ao lado do Jardim da Luz que por si só já é um passeio válido para qualquer um que aprecie a natureza e bons cuidados por parte do homem. O prédio que nasceu em 1873 como Museu de São Paulo jamais ganhou o revestimento ou a cúpula previstos, se tornou ginásio, liceu e só ganhou o título de Pinacoteca a partir de 1905.

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E agora começa o meu tormento: não sei descrever exatamente o quê, onde ou por quê. Acreditem! Sou mulher e não me esforço muito para lutar contra a falta de noção espacial que me acomete desde sempre. Acho importante relatar que o prédio possui três pavimentos e acesso a portadores de necessidades especiais, mas se você não precisar ande pelas escadas que são grandes, cansativas e nem por isso menos espetaculares.

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Na Pinacoteca encontramos pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, fotografias, objetos de arte decorativa, móveis, esboços e tantas outras formas de arte que impressiona. Outro ponto que achei muito favorável é a interação que o núcleo realiza com os visitantes, permitindo que possamos opinar livremente através de escritos, gravando mensagem de áudio e incentiva a visitação a cursos, palestras e ainda oferece programas de apoio a arte. Também possui visitas monitoradas que encantarão baixinhos de todas as idades desfazendo qualquer impressão de que a arte se restringe ao caderno espiral ou uma folha A4.

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MASP

É… foi a minha primeira vez no MASP, acredita? E infelizmente não foi tão bom quanto eu pensei que seria. E mesmo tendo feito uma pausa deliciosa num fastfood, meu humor se alterou quando começou uma polêmica por conta do meu guarda-chuva. Ele não poderia ficar registrado na chapelaria (as etiquetas acabaram!) e tampouco circular comigo enquanto caminhava pelas dependências. Até entendo que eles não são obrigados a acreditar que não tenho motivos bater ou arranhar qualquer obra com ele, mas TODOS (sim, sem exceção) os funcionários foram tão grosseiros e antipáticos como poucas vezes vi. E uma nuvem negra e trovejante pairou acima da minha cabeça desprotegida: ano passado perdi três guarda-chuvas e não conseguia esquecer durante a exposição que o meu estava jogado numa escada caracol e que qualquer um poderia levá-lo se assim o quisesse (*).

Apesar do meu drama particular, como era de se esperar, não fiquei insensível diante de obras com mais de 500 anos, trabalhos famosos em várias mídias e de pintores altamente renomados como o Rafael. E tudo isso isso estava há menos de um metro de distância dos meus olhos! É impossível observar algumas delas e conceber como dentro de um período inferior a um ano conseguiram reproduzir elementos humanos, naturais, míticos e religiosos com tamanha nitidez e riqueza.

É claro que numa das sessões eu já estava afetada e pouco fiz além de traçar uma linha reta e andar, mas foi lá também que conheci a estátua de Diana (cuja réplica em miniatura já povoa minha mente) e os dois guerreiros chineses (ahhh que armaduras espetaculares!) que foram moldados e nasceram sob o olhar perfeito e talentoso que apenas mãos capazes de grandes feitos são capazes de realizar.

Aqui estão fotos e impressões minhas, por isso acho importante citar que os detalhes mais interessantes e dignos de admiração que chamariam a SUA atenção te aguardam lá, nesses e em tantos outros lugares onde só precisa levar uma única coisa: o olhar.

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Espero voltar lá com mais tempo, e de preferência tendo o convite e a companhia inesquecível do amado Matheus Stoppa, tão dedicado, empolgado, doce e inteligente que quase dá nojo. =)

Sobre dias, horários e valores:
1) Cada um dos sites linkados no começo do post contém informações para esclarecimentos;
2) Em 14 de Janeiro de 2014, pagamos apenas a visita a Pinacoteca;
3) É aconselhável reservar o dia inteiro para ir em cada um dos ambientes, pra evitar o corre corre que sempre prejudica o aproveitamento do passeio;
4) Lembrando que no MASP você não pode tirar foto nem pelo celular!

(*) Nota de esclarecimento:
Preciso informar que não se trata de mesquinharia minha pois ele custou mais de 20 reais (maior que o valor da entrada normal para o MASP!) já que daqueles paraguaios que quebram ao abrir eu realmente já estou farta.
>.<“

MicroContos (Revista Bula)

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Eu já tinha lido certa vez sobre eles, e juro que não tinha achado a menor graça. Alguns são imaginativos, mas não de uma forma conclusiva, como eu costumo gostar.

Minha tentativa de voltar a escrever morde várias vertentes, fico como uma daquelas pessoas que trabalha com várias telas de computador e painéis indicativos: querendo absorver tudo. Quero fazer algo tão legal quanto, no fundo… apenas me realizar.

Esse estilo trouxe – com alguns dos exemplos abaixo – algo muito intuitivo e simples, um joguete de palavras que mostra o quanto frases curtas podem ter efeito, e talvez eu arrisque algo assim também. Será um salto grandioso visto que escrevo muito, nem sempre tendo tanto assim a dizer.

“Um bom exercício imóvel e saudável”

As frases que mais me chamaram a atenção na matéria 30 contos de até 100 caracteres são estas:

“70 anos, algumas lágrimas, orelhas peludas.”
(Bill Querengesser)

“Uma vida inteira pela frente. O tiro veio por trás.”
(Cíntia Moscovich)

“A velha insônia tossiu três da manhã.”
(Dalton Trevisan)

“Conheceu a esposa em sua festa de despedida.”
(Eddie Matz)

“O homem estava invisível, mas ninguém percebeu.”
(José María Merino)

“A mulher que amei se transformou em fantasma. Eu sou o lugar das aparições.”
(Juan José Arreola)

“Fui me confessar ao mar. O que ele disse? Nada.”
(Lygia Fagundes Telles)

Hermione, Lelê e Hershel…

Gosto muito de animais, tanto que pareço doente por eles.

Este ano de 2013 foi marcado por duas perdas que pontearam algo: acidentes acontecem e não podemos evitá-los sempre.

Há quase uma década eu tinha uma calopsita chamada Hermione, a Mi, e quando me mudei deixei ela com a minha mãe na antiga casa, como companhia e distração. Em maio, uma semana após fazer 8 anos em nossas vidas ela faleceu sem demonstrar sinais de doenças. Eu penso que foi o frio demasiado e inesperado que acabou “levando” ela de nós.

Em setembro, no último dia de setembro, eu presenteei minha mãe com uma filhotinha de calopsita no dia do seu aniversário. Para meu desespero, dias atrás minha cachorra Lola, atacou a gaiola que estava no quarto da minha mãe durante uma reforma na casa… e mais uma vez nosso coração quebrantou. Nem conseguimos nos certificar se o seu nome seria Letícia ou Leandro… ainda iríamos fazer o exame.

Há dois dias um amigo da família recebeu uma doação de um canário que apresenta deficiência nas patas, chegando mesmo a não ter uma delas, o que o tornou dispensável para o criador. Ele não consegue procriar. Dentro dessa história aparentemente triste fui capaz de comprovar duas coisas incríveis:

– O amor incondicional que a nossa família tem por animais, já que o Hershel – homenagem ao ilustre personagem de TWD – foi bem recebido por todos e virou o novo xodó lá da Germânia;

– A adaptação a condições não apenas antinaturais (viver numa gaiola não é natural, apesar de não pregar que pássaros criados em cativeiro devam ser libertados sem qualquer consequência…) e de limitações que o canário demonstrou: ele se alimenta dentro do comedouro e dorme no piso de papelão improvisado, como se pudesse esconder a cabecinha dentro do peito. Aqueles apoios receberam uma adaptação por que a única pata que ele possui tem apenas 2 dedos bons, o terceiro que serviria de apoio é torto para cima e ele não conseguia se firmar.

É meio difícil expressar claramente a alegria em poder ouvir seu canto e saber que apesar de tudo… agora eles estão bem. Hershel veio compensar um vazio e minha mãe o recebeu como se ele fosse o mais perfeito de todos. E ao seu modo, sei que ele é. =)

http://kekepk.deviantart.com/art/Bird-Cage-39378254

Ferracuca: Sobre Makes e Testes em Animais

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Causa Animal: um drama de todos?

Não importa a quantidade de posts, conhecimento e achismos que você tenha… sempre vai aparecer uma porção absurda de material na rede que vai te deixar cada dia com mais medo de viver.

Sempre.

Chego a pensar naquela velha frase sobre parar o mundo e descer. Tem dias que você se farta de tanto conflito, em tudo.
Acho que estou mais ou menos assim. E no final continuo pensando que cada um caminha sob a luz do seu conhecimento… felizmente.

Eis então alguns links que vão danar a sua mente:

1) Lista de Empresas em Negativa com o PETA
http://www.mediapeta.com/peta/PDF/companiesdotest.pdf

2) Sabendo um pouquinho mais sobre o tal bendito selo
http://eaibeleza.com/beleza/empresas-cruelty-free/

3) Luisa Mell falando sobre algumas marcas que não fazem testes, -sqn
http://luisamell.com.br/tres-otimas-dicas-de-cosmeticos-que-nao-testam-em-animais

4) E essa da Boticário & SPFW ? É exagero ou dá pra engolir ?
http://www.youtube.com/watch?v=-OXweAIr-_M