Meu primeiro fuxico…

Não importa o quão difícil possa parecer. Nem inútil ou estranho, apenas acredite: fuxico não rema contra a natureza, não a minha!

O fato é que ontem eu realizei algo, uma fantasia muito da respeitosa e bem intencionada.

Fico buscando em vão nas minhas memórias infantis um momento em que eu me sentisse tão feliz e abobada com algo que fiz. E só consigo pensar na professora do “CEAR” (atualmente Jardim), a Tia Eunice, um punhado areia dentro dos congas, uniforme azul e branco… e claro… ele, O Meu Pézinho de Feijão no Algodão.

Levo comigo a crença de que criança feliz e devidamente assistida inevitavelmente se tornará um adulto melhor, com maiores capacidades cognitivas e muito mais confiança. Especialmente aquelas que começam realizando pequenos projetos, pena que nem todas enveredam por este caminho.

O fascínio que senti ontem é algo que ficará pra sempre na minha memória: voltei a me dedicar a uma ocupação que sempre me encantou e que parecia a cada dia mais distante e impossível: o Artesanato. Foi tocante conferir os efeitos causados por me arriscar fora zona de conforto e ao deixar de ser aquela que está muito segura de seu conhecimento ingressar sem maiores ensaios num novo hábitat. Eu diria no mínimo emocionante! Voltei a ser criança e isso serviu como prova de que essa arte não é coisa de “gente velha” não.

Mesmo as mãos duras, a espantosa dificuldade pra alinhavar e incômoda umidade nos dedos formaram  um quadro bastante irônico e quase grotesco, mas eu venci.

Quem me conhece sabe que de tempos em tempos estou fazendo alguma arte… ou ao menos tentando. O problema é que como em todas as áreas da minha vida, infelizmente, eu teimava em desistir depois daquele primeiro fôlego, sem querer enfrentar minha autocrítica (que diga-se de passagem é mesmo de longe a mais severa).

Finalmente fiz meu primeiro fuxico: uma flor graciosa a compor um arranjinho que leva em seu centro um bombom e conta com detalhes enriquecedores! São pétalas, sépala, folhas e caule, todos decorados com carinho e cujo resultado final me agradou sem medidas.

Seguem algumas fotos deste mimo e fica aqui o meu sincero agradecimento a Coop Cooperativa de Consumo (Unidade Queirós), a Medley , a Professora de Artesanato Rosana Noriko Shimada, a minhas novas colegas de turma (embora tenha decorado apenas o “nome” da Bete que me socorria a cada 5 minutos) e ao meu companheiro por acreditar mais nos meus sonhos do que eu própria.

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